terça-feira, 2 de outubro de 2012

Adeus, Eric



Mais um grande pensador que se vai. Felizmente, Eric Hobsbawm teve uma vida suficientemente longa para testemunhar o breve Século XX e o início do XXI.

Neste link, entrevista completíssima com o cara. Neste, homenagem de André Forastieri.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Misunderstood

Homenagem de Tarantino ao baterista do Santa Esmeralda. RIP, Bradford Lee Parker.

De qualquer forma, apesar de achar a versão disco bacana, ainda sou mais do Animals.


 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Killers e Werner Herzog

Hoje acontece o lançamento oficial do novo álbum do Killers, "Battleborn". Essa é uma das minhas bandas preferidas atualmente. Rock and roll sem frescuras, discos feitos na medida pra escutar da primeira à última faixa sem pular nenhuma. Influências descaradas de New Order, U2, Duran Duran e Strokes. Ou seja, tudo que um apreciador de boa música pop deve escutar. Tenho a impressão de que, se não fosse pelos Strokes ou pelo Killers, a música eletrônica teria dominado totalmente os arranjos das bandas do século XXI. Ainda bem que isso não aconteceu.
Para celebrar o novo disco, a banda mais famosa de Vegas convidou Werner Herzog para dirigir um mini-documentário que eles disponibilizaram no youtube. Além disso, fazem daqui a pouco um show de lançamento de "Battleborn", a ser transmitido pelo canal da banda no youtube. A apresentação é em Nova York e também é dirigida por Herzog. Viva a internet.
O primeiro single do disco é este:


Review: Intouchables

Assisti sem ter ideia do que seria a história. Foi uma surpresa bastante agradável. Intouchables é mais um daqueles filmes sobre amizade. Segue aquele esquema convencional, quase hollywoodiano, mas sem cair na pieguice gratuita. Os cineastas brasileiros podiam se inspirar nesse exemplo para entenderem que um filme não é simplesmente uma novela com 120 minutos de duração exibida numa tela grande.



domingo, 16 de setembro de 2012

Review: Cosmopolis

Cronenberg resolve sacanear aquele guri do Crepúsculo, fazendo um filme com ele. Robert Pattinson passa até por exame de próstata.

Saudades da época que Cronenberg fazia filmaços como Scanners. Esse abacaxi não merece maiores comentários.


sábado, 15 de setembro de 2012

“Picardias Estudantis”: parece que foi ontem



Interessante artigo de André Barcinski sobre um filme de Cameron Crowe, com um super-elenco e trilha sonora do Led Zeppelin.


Imagine um filme que reúna ótimos atores como Sean Penn, Jennifer Jason Leigh, Forest Whitaker e Eric Stoltz, um astro como Nicholas Cage e um ator conhecido da TV como Anthony Edwards (o Dr. Mark Greene de “Plantão Médico”).
Agora, imagine que esse filme será escrito por Cameron Crowe, diretor de “Jerry Maguire” e “Quase Famosos”, e dirigido por Amy Heckerling, responsável por sucessos como a série “Olhe Quem Está Falando”.
Impressionante, não?
Mas esse filme já existe. Aliás, foi lançado há exatos 30 anos e marcou a adolescência de toda uma geração.
Chama-se “Fast Times At Ridgemont High”. No Brasil, “Picardias Estudantis”.
Além de todos esses atores que citei, o filme tinha ainda Judge Reinhold (conhecido como o parceiro de Eddie Murphy em “Um Tira da Pesada)” e a gatíssima Phoebe Cates, musa teen que depois casou com o ator Kevin Kline e abandonou a carreira de atriz.
“Picardias Estudantis” foi, para a geração dos anos 80, o que “American Graffiti” (1973), de George Lucas, representou para a geração anterior: um filme que lançou vários nomes que se tornariam famosos no cinema. Basta lembrar que Ron Howard, Richard Dreyfuss e Harrison Ford estavam no elenco do filme de Lucas.
Revi “Picardias Estudantis” outro dia. Está longe de ser um grande filme, mas, comparado à atual safra de comédias juvenis hollywoodianas, parece “Cidadão Kane”.
E tem o trunfo de contar com Sean Penn, vivendo um dos maconheiros mais engraçados do cinema, o surfista Jeff Spicoli.
Achei uma galeria de fotos que mostra o elenco de “Picardias Estudantis” hoje e há 30 anos. Confira aqui.
Dá vontade de rever o filme pela trigésima vez…

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Review: 23



(Quase) Nada a ver com o filme de Jim Carey, estrelado por Joel Schumacker. 23 é um thriller alemão de 1998, baseado na história real do hacker alemão Karl Koch, que nos anos 80, final da Guerra Fria, vendia informações para a KGB.

O título é uma referência à obsessão do protagonista com o número 23.  O 23 skidoo ganhou fama com o escritor William S. Burroughs, outro paranoico de carteirinha. Karl Koch tinha por livro de cabeceira a Trilogia Illuminatus!, série cult de Robert Shea e Robert Anton Wilson, que, dentre teorias conspiratórias de todo o tipo, traz o número maldito.

Filho do editor de um jornal de extrema-direita, Karl Koch vira um ativista radical de esquerda, inspirado pelo livro que lera quando criança. Não tarda muito para o rapaz virar um hacker e se envolver com traficantes e espiões. Por idealismo, opta pelo lado dos russos, já que odeia os americanos imperialistas.

Claro que os livros de Shea e Wilson são um deboche declarado aos teóricos da conspiração. Mas Karl Koch levava tudo aquilo a sério e, com o tempo entra numa espiral descendente, alimentada pelo seu vício em cocaína, que culminará em trágicas consequências.

23 vale a pena ser conferido, principalmente pelo clima low tech duma época pré Internet, que traz um charme especial à história. Os hackers acessam a BBS (para o pessoal mais novo: uma espécie de mãe da Internet), usando um Commodore 64 (que na época era um brinquedo bem caro).