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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Notícia triste

Fiquei sabendo pelo Actions e Comics. Uma grande perda para o mundo dos quadrinhos. Além de brasileiro, Al Rio foi um desenhista muito talentoso, de grande destaque internacional. O cara chegou a trabalhar com o Alan Moore - sonho de dez entre dez ilustradores de quadrinhos.



Desenhista Al Rio é encontrado morto em sua casa

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O desenhista Alvaro Araújo Lourenço do Rio, conhecido como Al Rio, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (31) em sua residência, no bairro da Serrinha, em Fortaleza. As informações são da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) da capital cearense. As causas da morte não foram divulgadas.

Al Rio tinha 40 anos e participou no último fim de semana da primeira edição da ComicCon, realizada dentro do festival Sana Fest. Na página do evento no Facebook, há mensagens de luto e a promessa de uma grande homenagem em uma próxima edição.
Capa de 'The art of Al Rio V2' (Foto: Reprodução) 
Capa de 'The Art of Al Rio V2'
O desenhista já trabalhou para grandes editoras de quadrinhos internacionais, como Marvel e DC Comics. Entre os títulos que assinou estão “Captain America”, “X-Men Unlimited”, “WildC.A.T.S”, “Secret Files”, "Voodoo" e “Vampirella”, entre outras.
Ao lado de nomes como Mike Deodato e Marcelo Campos, ele foi um dos primeiros brasileiros a entrar no mercado de quadrinhos dos Estados Unidos.
Considerado muito versátil, tinha uma características marcante: a de ilustrar mulheres com um traço bem sexy - como pode ser visto nas edições da coletânea de trabalhos particulares "The Art of Al Rio". Entre as beldades desenhadas estão as versões do quadrinista para as super-heroínas Mulher Maravilha e Batgirl, entre outras.
O trabalho de Al Rio pode ser conferido no seu site oficial, alrioart.com, ou na página do artista no DeviantArt.

Em homenagem, aqui vai uma amostra do trabalho do cara:


Fazendo uma mandinga com o bruxo Alan Moore
Mais batuque com o inglês barbudo

Mulher gostosa era a especialidade do cara









terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Alan Moore comenta os comentários do velho-gagá-reaça Frank Miller

Achei a matéria no Actions e Comics.

A coisa começa com aquele senhor senil dizendo bobagem:


O ‘Occupy’ não passa de um bando de turrões, bandidos e estupradores, uma turba indisciplinada, vivendo da nostalgia de Woodstock e de fétida e falsa honradez. A única coisa que esses palhaços conseguem é fazer mal à América. Não é mais do que uma modinha criada por moleques mimados de iPhones e iPads na mão que deviam sair da frente de quem quer trabalhar e procurar emprego (…). Em nome da decência, voltem para casa do papai, seus medíocres. Vão para o porão da mamãe brincar de Lords Of Warcraft. Talvez nossos militares consigam botar razão na sua cabeça. Só que talvez não deixem você ficar com o iPhone.

Beleza, hem? Só faltou ele dizer que é de uma geração que lutou em duas guerras guerras para salvar o mundo livre do comunismo... aquele papinho de sempre... Bom o que mais poderia se esperar de um cara que tem o fascismo como marca registrada de sua obra?


O velho gagá
O homem sábio












Então, o grande Alan Moore dá a resposta:


Bem, Frank Miller é alguém cujo trabalho eu mal conferi nos últimos 20 anos. Eu pensava que as coisas de Sin City fossem misoginia reconstruída, 300 parecia ser forte homofobia “a-histórica” [não histórico] e completamente equivocada. Eu acho que provavelmente houve uma aparente sensibilidade desagadrável no trabalho de Frank Miller por um bom tempo. Considerando que eu não tenho nada a ver com a indústria de quadrinhos, não tenho nada a ver com as pessoas nela. Eu ouvi sobre as últimas efusões relacionadas ao Movimento “Occupy”. É o que eu esperaria dele. Sempre pareceu a mim que a maior parte do ramo de quadrinhos, se você tivesse que posicioná-los politicamente, você teria que chamá-los de “center-right”* [algo com um centrismo direitista]. O que seria o mais longe em direção ao ponto liberal do espectro que podem ir. Eu nunca estive de forma alguma, eu sequer sei se eu sou “centre-left” [um centrista de esquerda]. Eu sempre fui sincero sobre isso desde o começo da minha carreira. Então sim, eu acho que seria justo dizer que eu e Frank Miller temos visões diametricamente opostas sobre diversas coisas, mas certamentamente sobre o Movimento “Occupy”.

Até onde posso perceber, o movimento é apenas sobre pessoas comuns reclamando direitos que deveriam ter sido sempre deles. Eu não consigo pensar em outra razão pela qual como população devêssemos esperar ficar parados e ver uma imensa redução dos nossos padrões de vida e de nossas crianças, possivelmente por gerações, quando o pessoal que nos levou a isso continuam sendo recompensados por; eles certamente não serão punidos de nenhuma forma porque eles são grandes demais para cair. Eu acho que o Movimento “Occupy” é, de certa forma, o público dizendo que eles é que deveriam ser os que decidem quem seria grande demais para cair. É um completamente justificado rugido de ultraje moral e parece estar sendo desenvolvida de uma forma inteligente e não violenta, o que provavelmente é outro motivo pelo qual isso não agrada muito Frank Miller. Tenho certeza que se tivesse sido um bando de jovens vigilantes sociopatas com maquiagem do Batman em seus rostos, ele seria mais a favor. Eu e ele definitivamente temos que concordar em discordar nisso aí.


Bom, possa assinar embaixo do que disse o mago inglês. Sempre achei Miller superestimado, e nunca perdoei o que ele fez com o Robocop. Ademais, acho que "O Cavaleiro das Trevas", embora seja uma história legal,  é pra lá de pretensiosa. Não tem os toques de sutilizea e elegância de uma obra-prima do quilate de "A Piada Mortal". Isso para não mencionar aberrações do naipe de 300, com o figurino saído direto do Gala Gay. Na boa, esse Miller dever ser uma daquelas bichas enrustidas que condena o casamento homossexual porque tem uma ereção quando vê dois homens se beijando.

Ui! Ui! Vamos lá gurias!

Vem cá, gostosão!


Robocop 2 ou Como Transformar um Filmaço de Paul Verhoeven Numa Bela Porcaria

















Para lembrar que as aberrações não são restritas à mídia cinema, lembro que Miller criou Batman: Holy Terror, bem ao gusto de Bush Jr., mostrando o Morcegão enfrentando a rede Al Qaeda. Até a DC viu que não seria uma boa ideia e cancelou o projeto. Por falta de semancol, Frank Miller resolveu levar a coisa sozinho, e lançou a história com outro personagem: uma Cavaleiro das Trevas genérico, fascista, reacionário e preconceituoso. Um folhetim raso de propaganda que faria até Goebbels corar de vergonha.